23.9.10

Futebol + culinária = jogo político

Ontem vim mais cedo pra casa, e jantei assistindo Santos e Corinthians pela Globo, um tanto preocupado com quebras de hierarquia que fazem atacantes demitir técnicos. Vitória alvinegra! E no finalzinho ainda vi, de extra, o Petkovic marcar o gol do Flamengo contra o Grêmio. Nem sabia que o iugoslavo ainda jogava! É, tenho de reconhecer que, mesmo sendo essa fonte grandiosa de alienação, o futebol – apesar de pontapés, filhadaputices do Neymar, demissões de treinadores e capitalismo em geral – ainda encanta. E o Pet também – diferentemente do Neymar, dentro e fora de campo.

Embora com a ideia dominante, tanto veiculada pela Rede Globo, de que a sociedade global está belezinha, o capitalismo é bom e o comunismo, um mal que a humanidade extirpou graças a deus – há controvérsias. E gente de valor ainda diz o contrário. Poucos, mas os melhores, diria Lenin.

O caso é que, tempos atrás, Ana Maria Braga recebeu em seu programa matinal o Pet. A banalidade com que estas mulheres cozinham na TV todos os dias faz que, não só os comeres, como elas próprias, se apresentem cada vez mais insossas e amarelas, de maneira que a apresentadora necessita sempre do colorido de um papagaio e de um convidado que dê sabor ao ambiente. Como faz costumeiramente, exibiu sua visão de mundo a partir da cozinha, isto é, a cozinha da aristocracia assalariada, classe média mais ou menos abastada. E, depois de fazer um tratado histórico, político e geográfico típico da Globo, questionou ao atacante como tinha sido viver num país tão cheio de problema como a Iugoslávia. A resposta é, no mínimo, inusitada.

2 comments:

Thiago Cestari said...

curti pra caralho o vídeo!

Leco Vilela said...

Gosto de quando o cotidiano vira algo a mais.