8.1.08

Para esquecer

Ontem acordei com pé esquerdo, outra vez. Inacreditável: furtaram-me um livro enquanto sacava grana no caixa. Pra ser exato, um livro, uma agenda novinha e os três números da versão tupiniquim de Ex Machina. Mas o pior é o livro: a leitura pela metade, meu deus. Uma mistura de angústia crescendo pelo peito, queimando as fossas nasais, olhos que se umedecem, vontade de chorar, e uma raiva dos diabos. Porra, roubar livro, a que ponto chegamos! Inda bem que hoje já foi melhorzinho.

Mas... o que ninguém me tira da cabeça é que podiam ter me roubado a carteira, ah bem que podiam, sim senhor. Mas não. Já não querem nossas carteiras; agora, querem nossas almas.

2 comments:

carol said...

pelo menos dá pra usar o conteúdo da carteira pra comprar outra alma. ou não?

r. silva said...

ah, até dá, o livro custa uma pechincha, mas a agenda e os hqs foram presentes. a gente acaba associando atos de generosidade aos objetos que os representam, como se perdendo estes perdêssemos aqueles, o que é falso, está claro que uns são concretos e outros abstratos. mas é assim.